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aula de marcenaria

A primeira atividade da programação se deu na formação de um grupo que percorreu um módulo de sete encontros para pensar, discutir, projetar e materializar o mobiliário da escola de faz-de-conta. Considerando novas escolas para o nosso tempo, as pessoas que participaram desta oficina desenvolveram coletivamente diferentes atividades teóricas e práticas para a confecção das peças que conformam a escola nesta edição.​

orientação

fernanda tosta

assistência

marina da silva - andré montilha

participantes

tiago schutzer - rilbert andrade - rany sousa - larissa fujinaga - kaô - heitor vallim - carolina arbex - camila ugino - brunner guimaraes - andre ryuji

fotografias

bruno novaes

[oficina oito - são paulo - agosto 2021]

imaginação como programa

Imagina que, durante um ano e meio, cinco pessoas se encontraram virtualmente como Práticas Compartidas, um grupo que se debruça sobre práticas individuais e coletivas nas fricções entre arte e educação. Imagina que, agora, na escola de faz-de-conta, esse grupo se encontrou presencialmente. Imagina que, nesse dia, outras pessoas se juntaram ao grupo numa prática que propôs a imaginação como programa.

com

amanda tavares - ana helena grimaldi - bruno novaes - fabio tremonte - julyana troya - marina da silva - bruna amaro - dora - ba pereira - gustavo torrezan - giovanna langone - clara prado - gabriel caixeta - murilo - ceci - everson verdião

fotografias

everson verdião

[casa líquida - são paulo - 11 de setembro de 2021]

narrativas fabulosas para objetos ordinários

uma expedição

A expedição aconteceu a partir da coleta de itens-vestígios considerando mundos possíveis a emergir de um quintal. Instigadas a explorarem o que pode ter sido, e o que ainda é, o lugar em que estavam, as pessoas participantes, em situação expedicionária, foram então convidadas a repensar aquilo que encontraram. Depois, o grupo produziu desenhos e escritas a partir de perguntas geradas para o que havia sido descoberto. Por fim, os registros foram fixados no mapa-planta-baixa do terreno da casa liquida como um relatório-escavação que, por sua vez, desvela possibilidades de fabular e projetar outras realidades.

expedicionáries amadores

amanda tavares - bruno novaes - marina da silva - dora  - gustavo torrezan - marcela monteiro - kaô - gabriel caixeta e everson verdião

fotografias

everson verdião

[casa líquida - são paulo - 12 de setembro de 2021]

histórias nunca contadas

Nesta performance-palestra, Élle, Danielle e Julia compartilharam suas pesquisas sobre artistas mulheres e as questões de representação na história da arte. A prática propôs uma (re)construção do imaginário popular acerca de grandes figuras femininas por meio de um jogo de palavras que revelam ideias enraizadas em processos de educação baseados numa história que sempre foi mal contada.

com

élle de bernardini - danielle queiroz - julia lima

fotografias

everson verdião

[casa líquida - são paulo - 18 de setembro de 2021]

mesa circulante

Nesta performance, a artista começa a tecer a urdidura para fazer uma renda sol. Numa lousa, há escrito um convite às pessoas: “VENHA CONVERSAR COMIGO SOBRE POLÍTICA, FUTEBOL E RELIGIÃO, QUE EU TE ENSINO A FAZER RENDA SOL”. No contexto da programação da escola, como uma excursão até a praça, há um tensionamento entre o espaço íntimo e o espaço público, gerando um campo de aprendizagem pelo conflito e bons combates. Bordando utopias, distopias e heterotopias.

com

mariana vilela​

fotografias

everson verdião

[praça horácio sabino - são paulo - 19 de setembro de 2021]

reparação de tecidos simbólicos

Esta oficina tem como proposição promover o encontro de pessoas LGBT+ com interesse em pensar a respeito de sua vestimenta queer e trabalhar suas roupas, reparando as violências visíveis e invisíveis deixadas nelas com técnicas de conserto e adorno. Dividida em momentos de escuta e fazer, a atividade integrou a programação da escola reparando/percebendo - reparando/consertando.

com

alexander dejonghe​

fotografias

bruno novaes e everson verdião

[casa líquida - são paulo - 25 de setembro de 2021]

terreiros do riso

A atividade nasce da pesquisa referente a comicidade negra, pensada a partir de matrizes e motrizes de tradições populares afroindígenas brasileiras, como o Cavalo Marinho (PE), Guerreiro (CE), rituais de riso indígenas e saberes da periferia - formas de expressões de resistência, estética, ancestralidade, políticas existenciais e lutas antirracista. Numa encruzilhada entre São Paulo e Nordeste, saberes de famílias, vivências, pesquisas de campo, valorização e reconhecimento de mestras e mestres, aos poucos é construído um pensamento que visa à celebração ancestral, o riso em ritualística e rebeldia numa ética do não esquecimento. A apresentação foi seguida de uma conversa com o público e encerrou a programação da primeira edição da escola de faz-de-conta.

com

vanessa rosa, cibele mateus e joão invenção​

fotografias

bruno novaes e everson verdião

[casa líquida - são paulo - 26 de setembro de 2021]

publicação

o material de publicação compila diversos itens que comentam o projeto e que estão organizados em um envelope como aquela coleção de atividades escolares levadas para casa ao final de um ano letivo.

 

são cartões, pôsteres, brinquedos, costuras, livros e livretos em diferentes formatos, papéis e tecidos que sintetizam, dão pistas e deixam sugestões do que aconteceu durante as práticas e o que delas pode reverberar.

projeto editorial

bruno novaes

 

imagens

bruno novaes, everson verdião e participantes

textos

bruno novaes, marina da silva e participantes

edição do autor

ISBN 978-65-00-33823-2

a escola


A escola de faz-de-conta acontece pelo acervo, criação e experiência de documentos, desenhos, textos e práticas que venho produzindo a partir da observação e inserção em diferentes modelos de ensino e aprendizagem. Brincar de escola. Brincar na escola. Nesse lugar que borra realidade e ficção, arte e educação, trabalho e jogo, penso como se estivéssemos re-aprendendo a ler, re-interpretando o mundo em que vivemos, re-descobrindo as coisas que nos cercam e re-pensando as relações que construímos.


Imaginando novas escolas para o agora, esta primeira edição da escola de faz-de-conta se dá como como um lugar de práticas artísticas e educativas, num convite ao encontro e ao acontecimento. Pensada no desejo e na necessidade de perceber-fazer-junto, ela vem de mãos dadas com diferentes pares, se estabelece nos quintais-garagens-fundo-de-casa e é um projeto premiado e viabilizado pelo ProAC LAB 2020.

a programação

A programação considera o público participante como sujeito fazedor que imagina junto, e portanto, o encontro como um momento de formação mútua. Por um lado, há o entendimento deste lugar como potência de jogo e afeto. Que reconhece no erro uma possibilidade de aprendizagem e no gesto espontâneo do improviso, uma criação. Uma espécie de brincadeira levada à sério, um flerte com a possibilidade do riso. Por outro lado, não é descartado um fingimento em potencial. Olhando, criticamente, para invisibilidades e apagamentos deixados de fora dos conteúdos oficiais, por uma hegemônica fantasia.

Para isso foi pensada uma programação a partir das margens que ativa a escola a cada vez:

Aula de marcenaria

grupo de pesquisa e produção responsável pela materialização do mobiliário da escola, coordenado por Fernanda Tosta, da Oficina Oito.


Imaginação como programa

ação coletiva de pesquisa e prática em arte e educação, com o grupo Práticas Compartidas, coordenado por Fábio Tremonte.

Narrativas fabulosas para objetos ordinários: uma expedição

oficina com Amanda Tavares e Bruno Novaes.


Histórias nunca contadas

performance-aula com Élle de Bernardini, Daniele Queiroz e Julia Lima.
 

Mesa circulante

performance relacional com Mariana Vilela.


Reparação de tecidos simbólicos

oficina e grupo de escuta com Alexander Dejonghe.

 

Terreiros do riso

jogo, cena e conversa com Vanessa Rosa, Cibele Mateus e João Invenção.

Esta primeira edição teve encontros na Oficina Oito e na Casa Líquida, a participação foi gratuita e as vagas limitadas tendo em vista a lotação da casa em tempos de distanciamento social.  Todos os encontros, bem como apontamentos e anotações sobre o processo compõem uma publicação lançada em Dezembro de 2021.

Me ensinaram o nome das coisas antes que me deixassem batizá-las. Me vi, mais tarde, forçado a criar a fantasia por meus próprios meios. 

[Luis Camnitzer em Arte e Pedagogia]

escola de faz-de-conta

desde 2021

estação relacional e colaborativa de práticas artístico-educativas

1ª edição

agosto - dezembro de 2021

são paulo - sp

contemplado pelo ProAC LAB 2020

assistente

Marina da Silva